quinta-feira, 29 de março de 2012

Chico Anysio e Millôr Fernandes - 2 gênios

Chico Anysio e Millôr Fernandes durante encontro histórico em 2003
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Num espaço de menos de uma semana, a terra ficou mais pobre, e o céu, mais iluminado. Foram-se Chico Anysio e Millôr Fernandes, dois gênios das artes, das letras, do humor, do pensamento, da inteligência, da irreverência, do bom gosto.
Quando o Brasil ainda se recuperava, ou tentava se recuperar, da perda do pai de Painho, Azamuja, Alberto Roberto, Bozó e Salomé, entre tantos outros, vem a notícia de que Millôr Fernandes também partiu. Só nos resta imaginar como deve estar divertido lá em cima.
Autor de tiradas memoráveis, Millôr, assim como Chico, não se contentava com pouco: era desenhista, tradutor, jornalista, roteirista de cinema e dramaturgo. Enfim, um artista completo.

Em 1985, Millôr passou a ser dono de um espaço cativo na página 11 da editoria de Opinião do Jornal do Brasil. Suas frases e desenhos marcaram época, temperados com o habitual humor, sutil e enxuto. Sua participação no JB seguiu até 1992,  e enriqueceu ainda mais nosso acervo. Quando deixou o jornal, ele não disse que estava indo embora: comunicou aos leitores que sairia de férias para descansar um pouco.

No entanto, muito antes de se tornar colaborador do JB, Millôr já frequentava nossas páginas. Na verdade, nós é que o frequentávamos. Numa entrevista publicada em 21 de abril de 1957 no Suplemento dominical, o gênio, então com 33 anos de idade, já se manifestava. Veja como o próprio Millôr se definiu na época, a pedido da jornalista:

“Eu sou humorista contra vontade. Um teatrólogo, porque o Armando Couto me chateou tanto que escrevi uma peça. Vou fazer cinema porque no momento me considero um sujeito sem profissão. Em matéria de atividades, a de que mais gosto é ir à praia. Calço sapato 40, mas poderia calçar 42 do mesmo jeito – não me doeria mais nem menos. Nunca vi programa de televisão que prestasse. Sou, para mal ou para bem, um sujeito eclético. Gosto de todas as pessoas, de todas as coisas, de todos os esportes, gosto de ficar em casa, de conversar na rua, de ficar calado. Só não gosto mesmo de televisão, de rádio e de comer. Tenho 33 anos: na idade em que Cristo fez uma religião, eu só fiz o Pif-Paf. Acredito profundamente no corpo, mas sou um atleta frustrado. Como qualquer concretista, também leio cinco línguas ('como qualsiasi concretiste yo aussi read cinco languages'). Não sou católico, mas tenho minhas relações diretas com Deus. E... chega”.

Descanse em paz, professor. Muito obrigado, e divirta-se lá em cima.

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Millôr Fernandes - algumas obras dele





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Morre mais um ídolo - Millôr Fernandes

Millôr Fernandes

O escritor, desenhista, dramaturgo e humorista Millôr Fernandes morreu na noite de terça-feira (27), no Rio de Janeiro, aos 87 anos. Ele estava em casa e foi vítima de falência de órgãos múltiplos.
O corpo será velado a partir das 10h de quinta-feira (29) no cemitério Memorial do Carmo, no bairro do Caju, no Rio. Segundo a assessoria do cemitério, o corpo será cremado no Crematório da Santa Casa.

Em 15 de março de 1938, deu o primeiro passo na carreira de jornalista, assumindo o ofício de repaginador, factótum e contínuo no semanário “O Cruzeiro”. No mesmo período, Millôr ganhou um concurso de contos na revista “A Cigarra” utilizando o pseudônimo Notlim. Posteriormente, ao assumir a direção da publicação, passou a assinar seus artigos, publicados na seção "Poste Escrito", como Vão Gogo.
Três anos mais tarde, em 1941, o jornalista voltava a colaborar com “O Cruzeiro”, dando início aos 18 anos da coluna "O Pif-Paf" e ao momento áureo da revista, que passou dos 11 mil exemplares tradicionais a 750 mil, sucesso no país, Millôr dividiu o primeiro lugar na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg, em 1955, dois anos mais tarde, suas obras ganhavam uma exposição no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Em 1962 abandonou o pseudônimo Vão Gogo e assumiu o nome Millôr em seus trabalhos. Ele deixou “O Cruzeiro” no ano seguinte, após uma polêmica causada pela publicação do texto "A Verdadeira História do Paraíso", criticada pela Igreja Católica.
Em protesto à sua demissão, Millôr lança em maio de 1964 a publicação quinzenal “O Pif-Paf”, utilizando como jargão editorial "não temos prós nem contras, nem sagrados nem profanos". (Quinze anos mais tarde, ainda com o país sob a ditadura militar, a revista seria apontada como o ponto inicial da imprensa alternativa no Brasil pelo serviço de informações do Exército).
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Opinião do Blog:
É uma pena que mais um brasileiro que conseguia enxergar o erro deste desgoverno medíocre morre.
Não desejamos a morte do Lula, mas, veja só, um excelente escritor havia ficado internado no passado (na época a família não autorizou o boletim médico), e agora falece, e a praga deste Lulamedíocre, tem um câncer, e não morre, este patife já matou milhares de pessoas, enquanto ele está este tempo todo se tratando de seu câncer, outras milhares de pessoas estão com o mesmo problema que ele, e o que acontece com o restante dos brasileiros?
Morrem de tanto esperar por um leito ou maca, por um tratamento, por um médico, por falta de alimentação, etc, se fossemos dizer o que tanto falta passaríamos o dia inteiro só escrevendo.
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quarta-feira, 28 de março de 2012

Chico Anysio infelizmente nos deixa


É, mais uma vez perdemos uma excelente pessoa, que ajudava sem olhar a quem.
Um verdadeiro artista, este sim sabia fazer humor de verdade, um artista completo.

Agora você fará o São Pedro e os anjinhos sorrirem com você.

Chico Anísio, saiba que onde você estiver, estaremos sempre com você, estarás sempre em nossos corações e sorrisos, porém estamos tristes por perder um ícone Brasileiro, nós Brasileiros agradecemos de coração a sua personalidade inigualável, estamos verdadeiramente tristes.

Adeus Chico Anísio.

Como disse o Cazuza em sua música Ideologia:

Meus heróis morreram e meus inimigos estão no poder
Ideologia!
Eu quero uma pra viver...

Ele disse isto naquele tempo imagina agora se ele estivesse vivo, é triste ver que nosso país está entregue aos ratos, infelizmente, e o pior é que nós é que estamos deixando isto acontecer.
O que será do Brasil daqui uns 15 anos?
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